21 de novembro de 2013

“E tu, nunca te sentiste desmotivado?”

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Quantas vezes deste por ti a procurares lá bem no fundo de todas os pensamentos, memórias, imagens, sons, cheiros, um verdadeiro sentido para a tua vida? Já imaginaste, no fim de uma vida, quanto tempo ficou para trás por coisas sem nexo algum, quantas vezes deixaste de dizer o que realmente pensas ou sentes só para ficar socialmente bem, a imensa quantidade de vezes que idealizaste circunstâncias na tua cabeça e não as realizaste por falta de coragem?!
Quantas foram as vezes que, além de perdido, te sentias desmotivado simplesmente “porque sim”? Sei que não foram poucas, tal como sei, que nem sempre fizeste algo significativo para mudar isso, e aí está o problema do ser repugnante ser Humano, sempre acomodado e adaptado aos acontecimentos do quotidiano… Não é mau sentires-te desmotivado, é mau sentires-te desmotivado e nada fazeres para mudar isso; não levantares a cabeça e olhares além do que realmente está á frente dos olhos. Chega de palas.
A origem da vida está por desvendar, mas o término não. Por isso, aproveita cada momento vivido e domina a vida ao invés de deixares que ela te domine a ti.

3 de janeiro de 2013

A Solitária

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A temida solidão decidiu incidir hoje na minha pessoa. A nefasta era infida enraizou-se, bem como a inspiração que tem insistido em conservar a distância. Proclamo entre suspiros, um tanto repressivos, as palavras que vão surgindo interligadas com este tema. Subsistirá este sentimento apenas nos esquecidos renegados que nada têm, ou até os beneficiados se sentirão sós? Autodenominar-se-ão de solitários todos os enamorados que por questões de robustez se encontram longe de quem lhes esquenta o coração? Decerto, não serei a exclusiva, em que prevalece o sentimento de sentir-me inteiramente isolada mesmo estando no meio de uma massa imensa. Mas dissequemos o assunto de duas práticas distintas, também a solidão é positiva. É na perniciosa solidão que o solitário concebe as mais díspares concepções e as leva além de uma contestação, fossa ela assertória ou negativa; é ainda nas ondas da mesma que a melancolia, bem como a nostalgia despontam. O solitário é arrojado, e por isso, não é a solidão alheia que o atemoriza, mas sim a trepidez de o «verdadeiro eu» o abandonar.

17 de novembro de 2012

Ó Patria, ergue a tua voz!

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Lamento informar que o objectivo da “Austeridade” não é deixar milhares de famílias sem um prato de sopa como refeição, ou até uma cama onde possam dormir, não é milhares de desempregados e queixas com falta de produção. Segundo os de título, “Austeridade” passa por existir rigor no controlo de gastos quando o nível de défice público é insustentável… Mas sabem? Porque não se controlaram antes, os filhos da puta que decidiram gastar dinheiro, não, peço perdão, balúrdios com submarinos, por exemplo? Portugal já estava afundado o suficiente, não havia necessidade de submarinos avaliados na ordem dos 60 milhões de euros, Paulinho Portas. Já dizia o Ministro da Economia e do (des)Emprego que o desemprego era prioridade total, com o número a aumentar drasticamente para 870 mil desempregados, é o que vale ser prioridade.
A nação saiu às ruas com indignação, lágrimas e sangue vertiam pelas caras de tantos inocentes, e assim continuará a ser enquanto os sentimentos presentes em cada um de nós for revolta e repulsão. Não chega manifestações em que a nossa voz não soe mais alto, não chega greves de um dia, não chega pedras de calçada, petardos, foguetes. Por mais mal que soe, a recorrência à violência terá de ser feita, se assim não for, de nada adiantará. Os números de feridos fizeram-se sentir no passado dia 14 de Novembro, mas quem é a G.N.R, a Intervenção e tudo que lhes valha, quando o povo é maioritário? Existirá razão de tal medo? Medo de lutar por um país melhor? Medo de lutar pelo aquilo que a nós pertence? As fugas não poderão existir, a luta terá de ser permanente, sem trepidezes.
Tuga, faz a tua voz soar mais alto e luta, luta até os (des)favorecidos do poder que te afogaram ficarem exactamente como te deixaram.
“Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!”
Realmente, a primeira quadra do nosso hino, dá bastante que pensar.